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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os primeiros naturistas brasileiros ?

Seriam os primeiros naturistas brasileiros ?

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O outro lado da moeda

Após assistir estes interessantes vídeos e acompanhar os rituais e as alegres festividades indigenas, que tanto mexem com o imaginário dos cidadãos das grandes metrópoles, chegou a hora de abordar - rapidamente - o outro lado destas culturas. É preciso lembrar que os indigenas correspondem à "infância da humanidade". Em contato com os brancos, os índios rapidamente absorvem a valorização do dinheiro e o gosto pelas facilidades da tecnologia. Os que não são contaminados pelos males da modernidade, reagem com agressividade à aproximação dos brancos, preferindo manter-se isolados de nós. Muitos indios brasileiros já se tornaram associados de madeireiros e mineradores, cobrando pela exploração de suas próprias terras. O ser humano em essência é sempre o mesmo, diferindo conforme as condições ambientais e culturais com as quais se vê rodeado.
Nós gostamos de manter uma idéia de que somos os civilizados decaídos, enquanto que os índios são os humanos em estado de pureza original. É difícil lembrar que um dos maiores flagelos de nossa civilização, o fumo, foi copiado dos índios americanos e levado para a Europa, onde tornou-se comum na classe aristocrática a partir de 1518.
A denominação "cigarro" é derivada de "sik' ar" de origem Maia, sendo que os índios já conheciam o processo de curar e fermentar o fumo para melhorar o seu gosto. As máquinas modernas de fabricação de cigarros produzem 1.200 unidades por minuto e empacotam na razão de 2.400 unidades por minuto em grupos de 20 unidades. A indústria do fumo é o maior contribuinte de impostos federais, chegando os impostos a atingir 55% do preço de um maço. Existe no Brasil a Fundação ADESF, que tem por finalidade a proteção e defesa dos fumantes e ex-fumantes brasileiros. Abaixo dois cartazes da campanha desta fundação.
   


Outro hábito que foi copiados dos indígenas americanos e tornou-se fonte de problemas foi o uso das folhas da "Coca". Se por um lado tivemos uma nova fonte de drogas terapêuticas, também passamos a ter uma nova fonte de violência e crimes em nossa sociedade. O Crack é o pico da pirâmide que tem por base o uso da Coca. As guerras modernas atemorizam os próprios governantes de países fortemente armados. Parece que a selvageria seria a nossa marca registrada desde tempos remotos. Mas, embora passe meio desapercebido, nossos indígenas também tinham seus confrontos regulares entre tribos, na base da pancadaria primitiva e que chegavam a ser uma espécie de passatempo para quebrar a monotonia, conforme o relato de Hans Staden, aventureiro alemão que caiu prisioneiro dos índios do litoral paulista na época do início da colonização do Brasil. Em algumas tribos, o auge destes confrontos era a festa de execução dos prisioneiros, seguida de um suntuoso banquete, todo baseado em canibalismo.


Festa Tupi
Video publicado por fabioembu no site Youtube em 6 de janeiro de 2007
Texto de divulgação: "Veja como os Tupinambás preparavam seus prisioneiros para a morte. Brazilian native ritual of death.".


Atualmente está ocorrendo uma campanha contra um antigo hábito indígena, que passa desapercebido para muita gente, uma vez que é realizado de forma discreta. Acredito que muita gente, como eu, pensa que não existem índios com deficiências genéticas variadas porque os índios levam uma vida mais saudável e tem melhor padrão genético, originado num longinquo processo de seleção natural dos mais aptos. Grande engano, como vim a saber! Crianças com problemas genéticos são uma realidade também para os índios. A diferença é que, na cultura deles, essas crianças nunca serão membros normais e auto-suficientes na tribo. Não tendo condições para manter essas crianças deficientes, uma vez que vivem em um ambiente nem sempre favorável à presença humana (pelo menos é a única explicação com alguma lógica), os índios descartam estas crianças enterrando-as vivas.
Encontrei um vídeo da campanha pela erradicação desta conduta. O vídeo é importante nesta campanha, mas é terrível, medonho, macabro... não tenho uma palavra que defina o que senti quando vi as cenas. Dá vontade de sair correndo e gritando ou ficar sentado no chão chorando. Uma das imagens mais tétricas que já vi.
Se você, assim como eu, não se dá bem com este tipo de coisa, permita-me contar o que tem no vídeo para poupar você deste pesadelo: Numa aldeia, aparece um índio que, tendo terminado de cavar um buraco no chão, vai até a cabana mais próxima e de lá traz um menino de uns 4 anos de idade e o deita no fundo do buraco. Em seguida começa a jogar terra em cima do menino, que não reage ao que está sendo feito. Um índio mais velho, indias e crianças assistem a cena terrível. Ouve-se gritos e, numa legenda de tradução aparecem frases como "Não faça isso! Eu cuido dele!". Os pedidos não são ouvidos. O índio age como uma máquina que tem um trabalho a fazer e não vai parar até que esteja concluída. Uma vez que o menino está totalmente coberto de terra, o índio volta para a cabana e traz um bebê no colo. Ele deita o bebê sobre a terra que cobre o primeiro menino e também começa a cobri-lo com terra. Vê-se a terra remexendo-se com o bebê embaixo dela. Os gritos de terror continuam e uma criança corre até o buraco, desenterra o bebê (que chora com a boca empastelada de terra) e o leva de volta para a cabana. Legendas de tradução aparecem com as frases "Não faça isso! Deixe ele comigo! Eu cuido dele! Eu cuido dele!". O indio, com o rosto absolutamente impassível, volta determinado até a cabana e traz o bebê de volta e o enterra. Ninguém intervem, como se o indio estivesse praticando uma conduta que a tradição lhe autoriza. Depois um outro índio, triste e deprimido, da entrevista para o repórter e diz que pediu para que deixassem as crianças com ele, para que ele cuidasse delas, mas não atenderam seu pedido. Um índia conta que certa vez enterraram um bebê que ficou quase 24 horas chorando debaixo da terra antes de morrer. Também contam que uma mãe enterrou o próprio bebê e que vendo que ele não morria, pisoteou a terra que estava em cima dele até que não se ouvisse seu choro.

Nossa !!! Só de escrever isto já fico com o estômago embrulhado. Se quiser ver o vídeo, intitulado "Darei minha vida pela sua" (tenho de advertir você novamente que é um vídeo muito chocante), clique aqui.

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