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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Naturistas no Monumento da Independência ?!?

NATURISTAS NO MONUMENTO DA INDEPENDÊNCIA ?!?


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Na foto acima pode-se ver (sinalizados por setas azuis) em primeiro plano, o Rio Ipiranga (canalizado e como outros cursos de água, transformado em canal de esgoto), no trecho aproximado em que se deu o episódio do “Grito da Independência”, em seguida a Tocha da Liberdade em frente ao Monumento da Independência. Ao fundo, em cor amarela o Museu Paulista, popularmente conhecido como Museu do Ipiranga.

O Rio Ipiranga, como muitos rios de São Paulo, era um rio raso com margens levemente indefinidas, pois em ambos os lados tinha o formato de declive tipo praia. Igualmente era um rio com tendência à alagamento das margens em épocas de chuva. Isto é visível no próprio quadro “Independência ou Morte” ou “O Grito do Ipiranga” feito por Pedro Américo em 1888 (óleo sobre tela), que, apesar de todas as pesquisas topográficas que fez, não conseguiu determinar com exatidão como foi o momento do grito, então, com base no aspecto da região, criou a imagem do acontecimento a beira do rio, como ele era. Na foto ao lado pode-se ver, em primeiro plano a tocha da independência, eternamente acesa, chova ou faça sol. Atrás está visível o detalhe em alto relevo do momento da proclamação da independência do Brasil.

* Em domínio público

Segundo Affonso de Taunay, em seu Roteiro da Independência:De um momento para outro adquiriu aquele modestíssimo e feio trecho de charneca o mais extraordinário prestígio, desde que, pelas quatro e meia da tarde de 7 de setembro de 1822, clamou o Príncipe Regente, à face dos povos, que o Brasil se desligava de Portugal. Para identificá-lo era preciso recorrer a um padrão natural e este só poderia ser um: o riacho do Ipiranga, correndo uns 350 metros do lugar onde o Príncipe soltara o seu brado de revolta e esperança”. ( Texto obtido dos painéis informativos dentro da Casa do Grito ). Aliás, uma curiosidade: boa parte da área abrangida pela Grande São Paulo foram terrenos pantanosos e alagadiços, mesmo nas proximidades da Praça da Sé, marco zero da cidade.


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